Eu não sei exatamente quando foi que eu pensei que nós dois poderíamos dar certo, até porque tudo aconteceu tão rápido que no meio daquele tumulto sua mão foi a melhor rota de fuga que eu poderia achar.
Nunca imaginei sair andando por aí com um estranho, mas me deu uma sensação de "tudo bem" e aí eu simplesmente te segui, te ouvi, te observei.Confesso que me surpreendi quase que instantaneamente com suas observações (até maldosas) sobre aquelas pessoas e como eu achei tudo aquilo coerente a ponto de colocar na pauta da reunião de segunda-feira.
Gosto de pessoas com um certo sarcasmo e não nego que se não fosse por isso talvez eu não teria dado meu telefone, talvez eu não teria dado um beijo e com certeza eu não teria ido pra sua cama na primeira noite, antes mesmo de trancar a porta.
E foi pensando nisso, já no segundo ou terceiro encontro, que percebi seu braço envolto na minha cintura e quase sem querer um meio abraço e um silêncio quase egoísta ... eu sabia e sei que você também que não precisava de título, de nome, não precisava de nada,a tranquilidade sem cobrança era bem vinda.
Depois de um dia tumultuado e cheio, o nosso silêncio era um alívio.
E mesmo depois desse tempo todo (que eu não sei quanto tempo é) você ainda me deixa em silêncio, me deixa tranquila e aí é que eu começo a pensar nessa coisa que não tem nome, mas que eu sinto e acho que é amor.

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