quarta-feira, 11 de julho de 2012

Calmaria





Eu não sei exatamente quando foi que eu pensei que nós dois poderíamos dar certo, até porque tudo aconteceu tão rápido que no meio daquele tumulto sua mão foi a melhor rota de fuga que eu poderia achar.

Nunca imaginei sair andando por aí com um estranho, mas me deu uma sensação de "tudo bem" e aí eu simplesmente te segui, te ouvi, te observei.Confesso que me surpreendi quase que instantaneamente com suas observações (até maldosas) sobre aquelas pessoas e como eu achei tudo aquilo coerente a ponto de colocar na pauta da reunião de segunda-feira.

Gosto de pessoas com um certo sarcasmo e não nego que se não fosse por isso talvez eu não teria dado meu telefone, talvez eu não teria dado um beijo e com certeza eu não teria ido pra sua cama na primeira noite, antes mesmo de trancar a porta.

E foi pensando nisso, já no segundo ou terceiro encontro, que percebi seu braço envolto na minha cintura e quase sem querer um meio abraço e um silêncio quase egoísta ... eu sabia e sei que você também que não precisava de título, de nome, não precisava de nada,a tranquilidade sem cobrança era bem vinda.

Depois de um dia tumultuado e cheio, o nosso silêncio era um alívio.

E mesmo depois desse tempo todo (que eu não sei quanto tempo é) você ainda me deixa em silêncio, me deixa tranquila e aí é que eu começo a pensar nessa coisa que não tem nome, mas que eu sinto e acho que é amor.

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