sábado, 16 de abril de 2011

Batom Vermelho


Numa dessas andanças ela parou em uma daquelas lojas que deixam qualquer mulher doida quando misturam perfume e maquiagem, entrou como quem não queria nada olhou, sentiu os perfumes e viu o maior dilema dos seus quinze anos alí parado bem na sua frente, em destaque como ultima moda.
Era um simples batom vermelho, daqueles que quando a mulher passa sente que pode dominar o mundo e deixar qualquer homem aos seus pés.
Pensou que talvez a bisavó dela tivesse razão em dizer que batom vermelho era pra moça de vida fácil, que mocinhas de família como ela tinham que usar batom cor de rosa, maquiagem discreta, calcinha comportada senão não arrumava marido, mesmo que o ano fosse 1999 quase século 21.
Como um ato de rebeldia passou só pra ver como ficava, olhou no espelho achou que a boca tava grande e chamativa, mas gostou...e decidiu levar. Na altura dos trinta ela já podia usar batom vermelho sem se sentir fácil, sem se preocupar em arrumar marido e sem parecer mulher de vida fácil como dizia a bisa.
Mal sabiam os homens das caramilnholas que tinha na cabeça por causa da bisa, mal sabiam eles o porque durante toda a vida ela desvirou o chinelo e dormiu de roupa de cor clara.
Mal sabiam eles...mas ela sabia que depois do batom vermelho ela podia ser livre.

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